© 2026 O Journal do Óleo de Semente de Abóbora da Estíria

Óleo de abóbora e queda de cabelo

O óleo de semente de abóbora tem sido estudado no contexto da queda de cabelo androgenética. Veja o que a evidência científica atual diz e o que ainda está por esclarecer.
Óleo de Abóbora e Queda de Cabelo: O Que os Estudos Mostram – imagem provisória 1

O interesse pelo óleo de semente de abóbora no contexto da queda de cabelo assenta sobretudo em estudos de composição — a presença de fitoesteróis, de tocoferóis e de determinados ácidos gordos polinsaturados na semente de abóbora tem sido associada, em investigação laboratorial, a mecanismos relevantes para o ciclo de crescimento do cabelo. A aplicabilidade clínica desses mecanismos em seres humanos com queda de cabelo do tipo androgenético é uma questão diferente e ainda com evidência limitada.

O estudo de 2014 e o que mostrou

Óleo de Abóbora e Queda de Cabelo: O Que os Estudos Mostram – imagem provisória 2

O estudo mais citado nesta área foi publicado em 2014 no Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine e envolveu 76 homens com alopecia androgenética ligeira a moderada, distribuídos aleatoriamente por dois grupos: um recebeu 400 mg diárias de óleo de semente de abóbora em cápsulas, o outro recebeu placebo, durante 24 semanas. Ao fim do estudo, o grupo de tratamento apresentou um aumento médio na contagem de cabelo de 40 % face ao início, comparado com 10 % no grupo placebo. O estudo foi duplamente cego e controlado, o que lhe confere um nível de rigor metodológico superior à maioria das investigações sobre suplementos para o cabelo. No entanto, a amostra é pequena, o período de seguimento é relativamente curto, o estudo não incluiu mulheres e o mecanismo de ação exato não foi confirmado. A replicação por outros grupos de investigação independente é ainda escassa.

Possíveis mecanismos de ação

Os investigadores propõem que a atividade do óleo de semente de abóbora pode envolver a inibição parcial da enzima 5-alfa-redutase, que converte a testosterona em di-hidrotestosterona (DHT) — o androgénio que, em indivíduos geneticamente predispostos, diminui progressivamente o folículo capilar até ao seu encerramento. Este mecanismo é o mesmo que farmacologicamente a finasterida explora, embora com uma potência muito superior. A evidência de inibição da 5-alfa-redutase pelo óleo de abóbora em humanos é ainda preliminar e não permite extrapolar uma equivalência de efeito com tratamentos farmacológicos estabelecidos.

Uso tópico versus oral

Óleo de Abóbora e Queda de Cabelo: O Que os Estudos Mostram – imagem provisória 3

Alguns utilizadores aplicam óleo de semente de abóbora diretamente no couro cabeludo, numa lógica de nutrição tópica. A evidência sobre a absorção transdérmica de fitoesteróis e de tocoferóis através do couro cabeludo e a sua ação sobre o folículo é muito mais limitada do que a evidência sobre a ingestão oral. Não existem estudos controlados que comparem as duas vias de administração para este fim específico. Do ponto de vista nutricional, a ingestão oral contribui para um conjunto de efeitos sistémicos que a aplicação tópica não replica. O perfil nutricional completo do óleo encontra-se em valores nutricionais.

Queda de cabelo em mulheres

A queda de cabelo em mulheres tem etiologias mais variadas do que nos homens — inclui défices nutricionais (ferro, zinco, vitaminas do grupo B), desequilíbrios hormonais, stress crónico e causas autoimunes, para além da componente androgenética. A ausência de estudos sobre óleo de abóbora e alopecia feminina significa que a transposição dos resultados do estudo de 2014 para mulheres não tem suporte direto. A contribuição do zinco — um micronutriente presente nas sementes de abóbora — para a manutenção de cabelo e unhas tem mais evidência consolidada. O teor de zinco no óleo e nas sementes de abóbora discute-se em zinco no óleo de abóbora.

Considerações práticas

Para quem considera incluir óleo de semente de abóbora numa abordagem de suporte nutricional ao cabelo, a integração na dieta habitual é a via mais sustentável. As doses utilizadas nos estudos (400 mg em cápsulas) correspondem a aproximadamente 0,5–0,8 ml de óleo, uma quantidade que pode ser facilmente obtida através do consumo alimentar regular. Qualquer abordagem a queda de cabelo com impacto funcional ou emocional significativo deve ser avaliada por um médico dermatologista ou tricologista, que pode determinar a causa específica e indicar tratamentos com evidência mais robusta.

Aviso de saúde: Esta página aborda temas relacionados com investigação em saúde e tradição. Não é aconselhamento médico. Não a utilize para diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Fale com um profissional de saúde qualificado antes de alterar a sua alimentação ou suplementos.

Descubra o óleo da Estíria para a sua cozinha

Comprar agora