
«Prensado a frio» sugere um processamento mínimo e é uma expressão valorizada em muitos óleos alimentares. No caso do óleo de semente de abóbora da Estíria, porém, é preciso olhar para todo o processo. A forma tradicional e protegida deste óleo começa com sementes torradas. É esta etapa que cria a cor quase negra, o aroma profundo e o sabor intenso a noz.

Em termos gerais, a prensagem a frio descreve uma extração mecânica sem aplicação de calor externo para elevar a temperatura durante a prensagem. Não são usados solventes químicos para separar o óleo da massa de sementes. Ao evitar temperaturas elevadas, preservam-se melhor alguns compostos sensíveis ao calor, como certos pigmentos, tocoferóis e aromas voláteis.
O termo só é útil quando deixa claro a que etapa se refere. Uma prensagem pode ocorrer sem aquecimento adicional, mas as sementes podem ter sido aquecidas antes. Por isso, o consumidor deve distinguir entre «prensado sem calor no lagar» e «produzido inteiramente sem torrefação».
O óleo de semente de abóbora da Estíria com IGP tradicional é feito com sementes moídas, misturadas e torradas antes de serem prensadas. A torrefação pode atingir temperaturas muito acima das associadas à prensagem a frio. Não é um detalhe secundário: é o passo que define o produto, desenvolvendo compostos aromáticos e a cor escura característica.
A prensa em si pode trabalhar sem aquecimento externo adicional. Ainda assim, chamar ao produto final «prensado a frio» sem explicar a torrefação pode induzir em erro. Um rótulo claro deve indicar se as sementes foram torradas e em que sentido usa a expressão.

Existe óleo de semente de abóbora genuinamente prensado a frio, produzido a partir de sementes não torradas. É habitualmente mais claro, entre verde-pálido e amarelo-azeitona, e tem um sabor mais suave, fresco e menos tostado. Não é uma versão pior: serve objetivos culinários diferentes e deixa sobressair menos o sabor de torrefação.
O óleo estírio torrado é mais indicado quando se procura o carácter regional intenso, por exemplo em saladas de batata, sopas, queijo fresco ou gelado de baunilha. Uma versão não torrada pode resultar melhor quando se deseja um sabor mais discreto.
A torrefação afeta pigmentos, carotenoides e alguns tocoferóis de forma mais visível do que os ácidos gordos principais. O ácido linoleico e o ácido oleico mantêm-se, em linhas gerais, como a base da composição. Os fitoesteróis delta-7 também continuam presentes. Isto não permite afirmar que um estilo é «mais saudável» do que o outro: cada um tem um perfil próprio e a escolha depende do uso, do sabor e do contexto alimentar.
Se procura a experiência culinária estíria tradicional, escolha um óleo IGP escuro, torrado e de aroma rico. Se prefere um óleo de sabor leve e sem sementes torradas, procure uma indicação explícita de sementes não torradas e prensagem a frio. O artigo sobre como verificar a qualidade ajuda a interpretar cor, aroma e rótulo.