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Algumas pessoas sentem ardor ou refluxo depois de tomar óleo de sementes de abóbora, especialmente em quantidades generosas ou com o estômago vazio. Isto não indica necessariamente um problema com o produto, mas sim uma resposta digestiva comum face a alimentos ricos em gordura.

As gorduras retardam o esvaziamento gástrico e podem relaxar o esfíncter esofágico inferior, a válvula que separa o estômago do esófago. Quando essa válvula relaxa mais do que o habitual, o ácido gástrico tem mais facilidade em subir, provocando a sensação de ardor característica do refluxo.
Este mecanismo não é exclusivo do óleo de abóbora: ocorre com qualquer refeição gordurosa, de fritos a molhos cremosos. Pessoas com refluxo gastroesofágico crónico ou hérnia do hiato tendem a ser mais sensíveis a este efeito, independentemente da origem vegetal ou animal da gordura consumida.

Não há evidência de que este óleo em particular seja mais irritante do que outros óleos vegetais de composição gorda semelhante. O seu sabor intenso e o hábito de o consumir em quantidades notáveis — em contraste com óleos mais neutros usados em dose menor — pode explicar por que algumas pessoas o associam especificamente à azia.
Tomá-lo em pequenas quantidades ao longo do dia, em vez de uma dose generosa de uma só vez, costuma ser melhor tolerado pelo estômago. Evitar deitar-se imediatamente após uma refeição com óleo também reduz a probabilidade de o conteúdo gástrico subir enquanto o corpo está em posição horizontal.
Se a azia for frequente, intensa ou acompanhada de dificuldade em engolir, perda de peso involuntária ou dor no peito, é necessário consultar um médico, pois estes sintomas podem exigir avaliação específica além de um simple ajuste alimentar. Pode ler também sobre o papel geral do óleo na digestão.