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Poucas afirmações sobre este óleo são tão persistentes como a sua supposta capacidade de melhorar a potência sexual masculina, uma ideia que combina tradição popular com uma interpretação simplista da bioquímica do zinco.
O zinco é um mineral necessário para a produção normal de testosterona, e uma deficiência severa de zinco pode afetar negativamente os níveis hormonais. Este facto bioquímico real é o ponto de partida de muitas afirmações posteriores sobre este óleo.

Em conversas populares e algumas publicações não científicas, este facto sobre o zinco estendeu-se para sugerir que consumir sementes ou óleo de abóbora aumenta diretamente a testosterona ou melhora o desempenho sexual, uma extrapolação que vai muito além do que a bioquímica básica sustenta.
Embora as sementes de abóbora contenham zinco de forma notável, o óleo prensado, sendo principalmente gordura, conserva quantidades muito menores deste mineral do que a semente inteira. O óleo em si não é uma fonte significativa de zinco comparado com outros alimentos.

Não existem estudos clínicos credíveis que demonstrem que o óleo de sementes de abóbora, especificamente, melhore a função sexual ou aumente a testosterona em homens com níveis normais deste mineral, que é a situação da maioria dos homens com dieta equilibrada.
Alimentos como ostras, carne vermelha, sementes de sésamo ou legumes fornecem quantidades de zinco muito mais significativas e melhor documentadas do que o óleo de abóbora, tornando estas opções mais relevantes para quem realmente precise de melhorar o seu estado nutricional de zinco.
A combinação de um facto bioquímico real (zinco e testosterona), um alimento tradicional carregado de história cultural e o interesse comercial em vender suplementos naturais cria um ambiente propício para afirmações exageradas que circulam sem verificação científica adequada.